Leandra Leal tem emendado vários trabalhos na TV. A atriz, que completa 30 anos no dia 8 de setembro, atualmente pode ser vista em dose dupla na telinha: como a engajada veterinária Zélia de "Saramandaia" e a romântica Bianca na reprise de "O Cravo e a Rosa". A carreira de atriz começou aos 7 anos no teatro e, aos 8, já estreava em "Pantanal", na extinta TV Manchete, ao lado da mãe, Ângela Leal.
Aos 12, sua participação na série "Confissões de Adolescente", que revelou outros nomes como Deborah Secco, chamou a atenção e, em 1995, já tinha destaque no horário nobre da Globo, na pele de Yanka, irmã da protagonista Dara (Tereza Seiblitz) na novela "Explode Coração".
Ao contrário de atores que ficam restritos a trabalhos com um mesmo autor, Leandra transitou por obras de vários deles: de Aguinaldo Silva fez a primeira fase de "A Indomada" (1997) como Lúcia Helena e deu vida à Maria Claudia de "Senhora do Destino" (2004), que lhe rendeu o troféu "Melhores do Ano" do "Domingão do Faustão" de atriz coadjuvante; de Glória Perez, além de "Explode", esteve no remake de "Pecado Capital" (1998), vivendo Clarelis.
E não para por aí: Maria Adelaide Amaral a teve em duas minisséries: "A Muralha" (2000), na qual interpretou Beatriz, e "Um Só Coração", como Ucha. Pelas mãos de Manoel Carlos fez a Sabrina de "Páginas da Vida" (2006). Alcides Nogueira pôde contar com ela para ser a Elza Carmelo do remake de "Ciranda de Pedra" (2008); Silvio de Abreu lhe deu a italiana Agostina, de "Passione" (2010) e Gilberto Braga teve o gostinho de escrever algumas cenas para ela no último capítulo de "Insensato Coração" (2011), na qual fez participação especial. Nesse mesmo ano dividiu com Daniel de Oliveira o quadro "A História do Amor", do "Fantástico", interpretando várias personagens.
Um dos trabalhos de maior destaque na TV veio no ano passado, na novela "Cheias de Charme", dos estreantes Felipe Miguez e Izabel de Oliveira. Leandra protagonizou a trama ao lado das "empreguetes" Penha (Taís Araújo) e Cida (Isabelle Drummond). A personagem exigiu que mostrasse sua desenvoltura com dança e canto, já que Rosário, sua personagem, fazia parte do grupo de empregadas domésticas que alcançava o sucesso.
A carreira no cinema seguiu em paralelo em meio a tantas novelas. Em 1997 estreou nas telonas em "A Ostra e o Vento", ao lado de Lima Duarte e Fernando Torres. Vivendo Marcela, menina que se apaixona pelo vento, conquistou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema Brasileiro em Miami e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como atriz revelação. Outros trabalhos de destaque se seguiram, fazendo par com Lázaro Ramos em "O Homem que Copiava" (2003) como Sílvia, vivendo Bebel Gilberto em "Cazuza - O Tempo Não Para" (2004) e em outros longas, como "Zuzu Angel" (2006), "Bonitinha, mas Ordinária" (2008, baseado no texto de Nelson Rodrigues) e novo prêmio, o troféu de melhor atriz no Festival do Rio pelo papel no filme "Éden" (2013).
Se nas telas está sempre presente, quase sempre mudando o cabelo, Leandra é discreta na vida pessoal: ela foi casada por 7 anos com o cantor pernambucano Lirinha, de quem se separou em 2010, e há um ano e meio assinou um contrato de união estável com o empresario Alê Youssef. Além de ter participado da onda de manifestações de junho, no Rio de Janeiro, a atriz não esconde que gosta de carnaval, quando costuma sair na Mangueira ou no Bloco Cordão da Bola Preta, no Rio.
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